terça-feira, 19 de outubro de 2010

Amor de criança


Recordo-me satisfeita da minha primeira

Experiência na arte de amar...

Eu tinha uma inocência profunda,

Amava sem saber discernir o que seria o amor...

Um sentimento tão puro,

Sem malícias que dirá cariciais...

Ele um jovem tão belo,

Para me um príncipe

Que não possuía castelo...

Queria dele somente um sorriso,

Mas encontrei também um amigo,

Que não me queria usar,

Mas me fez crescer sem saber;

Em meu mundo particular...

Sempre me acolheu com respeito

E de me somente teve um beijo

Beijo tão lindo de criança medrosa

Que tinha no coração que aquele ato

Não era uma coisa honrosa.

Mas hoje vejo que o beijo,

Não possui mais respeito.

E tenho saudades daquele momento

Em que pude ser desejo e

Não um prazer passageiro.

Recordo-me sempre

Daquele momento mágico

Onde um beijo

Selou um sentimento raro

Que foi morrendo por beijos dados em

Outros lábios,

Traindo-me sem compaixão,

Dizendo que foi somente um impulso, um descontrole,

Se tornando indiferente, se fazendo de inocente

..
Mas como não sou tão “besta” concluir que

Precisava sair do cativeiro, onde estava

Sendo uma vítima de um amor traiçoeiro

Que apesar de tudo ainda ressuscita e me paralisa,

Porém que já sei o antídoto para somente controlar o desejo

De rouba-lhe um beijo que foi um dos motivos

Da nossa separação que continua concluída no corpo

E que permanecemos unidos no espírito e no coração...

Por isso defendo o amor,

Pois amo sem cobrança

Querendo e sonhando a voltar a ser “criança”...

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