
Recordo-me satisfeita da minha primeira
Experiência na arte de amar...
Eu tinha uma inocência profunda,
Amava sem saber discernir o que seria o amor...
Um sentimento tão puro,
Sem malícias que dirá cariciais...
Ele um jovem tão belo,
Para me um príncipe
Que não possuía castelo...
Queria dele somente um sorriso,
Mas encontrei também um amigo,
Que não me queria usar,
Mas me fez crescer sem saber;
Em meu mundo particular...
Sempre me acolheu com respeito
E de me somente teve um beijo
Beijo tão lindo de criança medrosa
Que tinha no coração que aquele ato
Não era uma coisa honrosa.
Mas hoje vejo que o beijo,
Não possui mais respeito.
E tenho saudades daquele momento
Em que pude ser desejo e
Não um prazer passageiro.
Recordo-me sempre
Daquele momento mágico
Onde um beijo
Selou um sentimento raro
Que foi morrendo por beijos dados em
Outros lábios,
Traindo-me sem compaixão,
Dizendo que foi somente um impulso, um descontrole,
Se tornando indiferente, se fazendo de inocente
..
Mas como não sou tão “besta” concluir que
Precisava sair do cativeiro, onde estava
Sendo uma vítima de um amor traiçoeiro
Que apesar de tudo ainda ressuscita e me paralisa,
Porém que já sei o antídoto para somente controlar o desejo
De rouba-lhe um beijo que foi um dos motivos
Da nossa separação que continua concluída no corpo
E que permanecemos unidos no espírito e no coração...
Por isso defendo o amor,
Pois amo sem cobrança
Querendo e sonhando a voltar a ser “criança”...
Nenhum comentário:
Postar um comentário