Por diversas vezes me perguntei por que vivia em uma realidade tão infortuna... A sociedade por preconceito sempre me viu como alguém que jamais daria certo. Fui rejeitada, jogada ao abismo. Tão criança, tive que me adequar ao mundo dos adultos...
Criada em uma estrutura familiar vacilante, nunca encontrei em meus progenitores o espelho ideal.
Na complexidade sempre me encontrava, em momentos distintos evoluía sem perceber... Ao mesmo tempo em que o abismo me levava ao profundo do meu interior, aproveitava e na profundeza do meu ser, retirava de lá a essência de viver!No entanto não conseguiria sair de lá (Abismo), sem acreditar em algo que vai além de mim... Uma força que me mostrava que existia uma chance, que somente através de uma abertura, eu poderia receber. E eu, sozinha em minhas decisões, fui capaz de decidir meu destino. Com 15 anos de idade me revesti com armaduras divinas e corajosamente fui capaz de defender Aquele que se tornou a minha razão de viver...
Minha história foi sendo escrita de maneira evolutiva, mesmo recebendo uma condição de fracassada, não aceitei, e comecei a lutar por aquilo que era subjetivo em mim, que me fazia bem, que me levava ao crescimento espiritual e moral. A inteligência nunca foi a minha maior virtude, cresci com a sabedoria e com a humildade que me tornava visível, olhava sem pressa, buscava o melhor no meu semelhante, priorizava os gestos simples revestidos de amor e de humanidade...
Aos passos lentos conquistei a admiração de uma maioria, mas com todos os cuidados vivo, pois se caso eu cair, poucos serão capazes de me levantar, ou se caso eu julgada for, poucos serão capazes de defender-me...
Na minha solidão, no meu momento de intimidade com Deus, agradeço por sempre me entregar o discernimento correto... Confesso que não tenho pressa de ser feliz, tenho pressa em ser canal da felicidade alheia, que diariamente é meu motivo de viver, de ser de DEUS, de ser humana...
O sono chegou, mas acho que mesmo com pressa, como de costume, externei algo que em mim está... Recorde-se que são somente rascunhos... Mas que podem ser a minha vida escrita em palavras perdidas, que eu com pressa tornei em poesias, poesias de uma leiga, que mesmo sem saber escrever não se priva de mostrar com palavras o que dentro de mim está!

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