domingo, 29 de abril de 2012

LABIRINTO




Em um labirinto na qual a busca vai além do ponto “final”, eu encontrava-me diante de uma chegada e ao mesmo tempo perante o fim. Terminar, ou seja, sair do labirinto ou adentrar no mesmo e descobrir a mágica de perder-se e encontrar-se em um intervalo de tempo maior?Eu sempre tive esse dom de encontrar respostas para as questões da minha existência sem necessitar irracionalizar o meu pensamento e fantasiar a intensidade das interrogações.Sei que compliquei a interpretação, mas o labirinto é no contexto histórico um lugar no qual perder-se é facilmente uma certeza quase que absoluta.Exagero nas palavras? Não sei, o que sei na verdade é que encontrei-me em um labirinto e tive a chance de encontrar a saída mesmo antes de conhecer o seu complexo interior.Na exterioridade dele, eu pude raciocinar e conseguir com sabedoria discernir qual o caminho seguir.Ir em direção do fim, sem necessitar entrar, ou infiltrar-se e descobrir o mágico encanto de encontrar uma nova saída? Dizem que tudo o que é conseguido facilmente não é valorizado. Concordo diretamente com essa afirmação.Se não ,como explicar a minha escolha? Decidir entrar no labirinto  e fui procurando nas diversas possibilidades de saída uma chegada.A chegada é vivenciada por mim diariamente.Vivo a expectativa do encontro, encontro comigo, com os que estão por vim, e por aqueles que partiram prometendo voltar.E eu chegava sempre em lugares incríveis e muitos outros desagradáveis.Perdia a oportunidade de ser “completa”, visto que se eu escolhesse já ir em direção do fim do labirinto seria mais rápida e menos cansativa a falsa “felicidade” do fim.Tenho convicção de que ser incompleta e inacabada me fez participar dessa movimentada caminhada em direção do fim, sem me frustrar de ter escolhido o caminho mais longo e cheio de inacreditáveis situações que confesso que me fizeram reinterpretar a graça de chegar no fim, o fim que almejamos.Mas esse fim, essa chegada, esse labirinto, quanta confusão em um texto tão incompreensível, ou por outra ótica rico de elementos...
Todavia não quero complexar esse escrito.Desistirei de finalizá-lo e espero que a chegada dele tenha feito você encontrar a sua face, e mesmo que o mundo com o seu progressivo progresso tenha lhe entregado o fim, desafie-se a buscar na chegada a continuidade do encontro do verdadeiro final. Compreender que o labirinto está visivelmente diante de nós e que estamos aptos a escolher partir, ou finalizar é uma verdade inteligível.Espero que sejamos ousados e na partida encontremos a graça de buscar esse fim tão belo quanto os dos contos de fadas, que dizem...
E FOROM FELIZES PARA SEMPRE...


   .As palavras neste texto está revestida de significados e mesmo repetindo as mesmas tenho certeza que serão compreendidas.É engraçado que até nos meus textos eu temo a má interpretação humana, da interferência da mesma no encontro do cerne do escrito.
Mas vamos permanecer na inspiração que está sendo desenvolvida.

3 comentários:

  1. Nossssssa (com vários 'esses' mesmo!)
    Você foi filosófica!
    Entrar no labirinto e encontrar 'saídas' falsas pode te fazer crescer. Mas e se vc não estiver disposta a isso? Daí vc busca outras saídas e essa busca pode ser tão proveitosa quanto o encontro das 'falsas saídas'.
    É um bom argumento para situações heróicas onde projetamos nossas frustrações em vivências alheias - 'Olhe, veja, ela foi prostituída, usou drogas, etc. ela sabe o que é sofrimento,o que é a crueldade da vida'. Será? Desconfio mesmo desses argumentos.
    Será que na buscas por respostas em situações que não sejam tão intensas e tão traumáticas quanto as citadas por mim, não existe a possibilidade de crescimento? Será que dentro de nós mesmos não vivemos situações que nos fazem afogar-nos em nossos egos e que para sairmos precisamos não de projeção (olhar para fora) , mas tentar nos encontrarmos, parar um pouco, refletir para a nossa própria reescrita? buscar saídas? A questão é essa. Você foi muito feliz no texto, faz pensar bastante e não esgota o tema.
    =)

    Até mais. }E feliz maioridade!

    Marcos V.

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  2. Obrigada MARCOS por sua visita, como já relatei, os seus comentários me encorajam a perseverar na minha Literatura que não é invejada, é dom que tem sido desenvolvido diariamente. Vc tem me ajudado a seguir com os seus elogios sabia?Grata mesmo.Necessito desse combustível para seguir rumo ao meu desejo imenso de escrever.Obrigada pelo comentário, gostaria de sugestões de temas para escrita.Paz e bem!

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  3. Amanda,

    Seria bom tratar, ainda nesse 'labirinto', sobre essa mania de colocarmos a culpa nas nossas mancadas' em fatores alheios, nunca assumindo nossos erros (escolhas erraradas, 'saídas sem saída' do labirinto). A culpa é sempre do vizinho, os outros é que são chatos, eu tenho direito a felicidade (como posso ser feliz se alguém a meu lado não tem condições para tal,nao é?).

    Também, será que as pessoas que estão ao nosso lado e que por um acaso estejam também no 'labirinto', saberiam nos ajudar a sair, encontrar uma porta? Ou discutiriam conosco, indo para outro lado, por puro capricho e voltando depois, assumiriam o erro? Ou saberiam o caminho certo e não nos diriam por pura maldade, nos conduzindo ao erro como se fossemos adestrados? Aí entraria componente da maldade humana, algo que hoje em dia todo mundo diz que 'não existe mais'.

    Abraços!

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