domingo, 9 de dezembro de 2012

Confissão de uma Alma desapontada



Eu juro que descobri essa carência ainda na minha infância; olhava para a multidão almejando uma única presença tocável para depositar as minhas mazelas e diamantes... Fechei o meu coração para acolher o desconhecido.Não evidenciei-me pelo simples fato de temer a incompreensão alheia... Fui crescendo e essa minha necessidade se mostrava precisa... Aos poucos fu
i perdendo o medo de deixar que alguém se aproxima-se e então me conhece-se, mesmo que de maneira fragmentada... E eu? E eu nunca fui uma, sempre chegava no "lugar" em que outros já havia explorado.. Nunca conseguir ser a primeira. O máximo que ultrapassei foi a de melhor conseguir algo...! Pois bem, pouca gente sabe quem eu sou, parece que a minha existência é mais um mistério do que uma simplória revelação...

Não sou território inexplorado, porém poucos conseguem um terreno valioso em meu extenso coração. Mas com verdade confesso, desejei em toda a minha vida, apresentar-me para alguém que me considera-se digna de escuta, que pudesse falar por mim, no dia em que eu me ausentar-se. Mas hoje depois de vários anos de vivencia, tenho me desapontado, pois todas as minhas investidas já foram exploradamente alcançadas por outra Amizade, outras amizades...

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