Acho que perdi o jeito de escrever por aqui. Evidente que vou tentar me adaptar. Gosto de usar palavras para externar o que sinto; é uma maneira de concretizar, colocar para fora o que dentro da minha alma me faz bem e que por vezes me rouba e tira minha paz.
MUDANÇA
Sempre escutei que mudar é preciso,concordo que necessitamos procurar algo "novo", explorar o desconhecido. Creio que a transformação nos retira do comodismo do "SER". Todavia nem toda mudança é benéfica e será que toda zona de conforto é aprisionadora?!Os sonhos, objetivos e metas carregam a mudança como uma necessidade intrínseca. Raramente é possível alcançar um objetivo sem variar o verbo, o pensamento, a direção... O sonho por exemplo para ser realizado exige que saiamos da nossa zona de conforto e para alcançarmos todas as nossas metas o sofrimento nos visita como uma disciplina obrigatória na grade evolutiva da alma.
E é esse sofrimento que estamos desaprendendo a sentir. Parece que ele evoluiu e tem nos tomado de um jeito diferente. Ele mudou ou mudamos a nossa maneira de senti-lo? Intensificamos o sofrimento ou ele ganhou mais poder sobre nós? É óbvio que tudo isso é subjetivo, mas mudar é indispensável principalmente quando estamos perdidos e buscando sentido para a grandiosidade que é SER.
SER
Ao pesquisar o significado de SER no dicionário achei uma definição bem interessante "o que existe realmente; aquilo que é." Outra definição me chamou a atenção: "o sentimento, a consciência de si mesmo." Tenho notado que tem crescido o número de pessoas que perderam a consciência de si mesmo. A maioria tem culpado a pandemia, contudo já dizia o grande escritor Machado de Assis "A solidão é oficina de ideias".
Acredito que a pandemia escancarou o que estávamos tentando esconder. Paramos de investir em nossa saúde mental. As redes sociais, a pressa de SER tem destruído a nossa inteligência emocional. Consequentemente começamos a adoecer emocionalmente. Os traumas atingiram proporções gigantescas e o nosso inconsciente conquistou espaço e tem dominado as nossas ações. O que existe realmente está ficando abstrato. O SER que é aquilo é tem perdido espaço para a interrogação e está cada vez mais distante da sua mais bela definição :"Ação de ser; a própria existência".

👏👏
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