Dizem que a milhares de
anos atrás o amor visitou o coração humano. Havia histórias diversas e
desfechos surpreendentes envolvendo os primeiros amantes que habitaram o
planeta terra. Em gêneses é relatado um relacionamento amoroso entre Adão e
Eva, para alguns religiosos e estudiosos dos escritos sagrados a Bíblia, foi
através desse casal que a humanidade supostamente tenha sido gerada e
perpetuada. Porém qual a definição do amor? Segundo
o dicionário Aurélio é um sentimento que predispõe alguém a desejar o bem do
outro e a dedicar-se absolutamente a um ser ou a uma coisa. Mas vamos
compreender um fato sobre a nossa espécie? Historicamente os antropóides não
desenvolviam a sensibilidade emocional e racional diante do mundo e dos
ocorridos, eram considerados não evolutivos (arcaicos evolutivamente) pelos
antropólogos. Todavia na escala evolutiva humana, o homem sapiens - sapiens
superou e permanece superando as adversidades existenciais e tem dominado seu
emocional e progredido racionalmente e intelectualmente. Entretanto como
ocorreu o processo evolutivo do amor? E qual a razão de mencionar Adão e Eva
nesta história?Não é possível relatar sobre o amor, sem nos direcionarmos ao
Criador desse sentimento. Mas o Criador existe para criar a criatura, ou há uma
troca recíproca de sentimentos entre ambos?Nossa!Quantas interrogações... Porem
não vai ser difícil perseverarmos em busca dessas respostas, pois será de bom
aproveito nos aventurarmos nesta procura contínua desse conhecimento amoroso.
·
O
Amor Interpretado Por Uma Vivente-Experiente
-Quando
eu ainda era uma criançinha adorava escutar as histórias fascinantes que a
minha avó relatava quando nos reuníamos na calçada da casa dela. Ela falava com
verdade do Amor e nos contava diferentes histórias que ensinava e nos mostrava
uma ótica diversificada sobre esse arcaico e sempre atrativo sentimento. Minha
querida avó era da época em que o amor só poderia existir entre o “homem” e a “mulher”
e o referencial de casal para ela era: Adão e Eva. Minha avó narrava uma
história que não encontrei na Bíblia, vou pincelar um pouco para você compreender.
Conforme a narrativa da minha avó o Amor
na relação de Adão e Eva ainda era semente que fora plantado pelo Criador e
futuramente frutificado por Cristo ao morrer pela humanidade.
O
homem sapiens-sapiens foi criado por DEUS ou evoluído através da teoria de
Darwin (1809-1882) e o mesmo demorou bastante tempo para chegar até o âmago e a
consciência de atitudes boas e ruins. Matavam-se e desconheciam o amor
fraterno. Será que Caim ao matar o seu irmão Abel tinha conhecimento do amor?
Na
contemporaneidade o amor é o sentimento mais utilizado nos diálogos e nas redes
sociais em geral. Todavia existe uma contradição no uso exagerado dessa palavra
tão profundamente complexa e milenar?Qual? Que tal tentarmos responder?É
possível amar alguém que você conheceu em apenas uma semana? Para relembrar o
dicionário diz que o amor é um sentimento
na qual o amante deseja o bem e dedica-se absolutamente ao amado, sendo ele uma
criatura, objeto,, etc. Tentarei desafiar você e pedir para definir o amor,
aceita?
-claro!
Irei primeiramente descrever a minha
realidade e como o amor era visto na minha época.
·
Martins
Cardoso de Almeida Cavalcante e o amor financiado
-Meu nome é Martins Cardoso de
Almeida Cavalcante. Fui criado em uma família na qual o amor sempre foi
negociado por simplórias moedas de ouro. Digo simplórias, pois nunca priorizei
os bens terrestres. Desde pequeno freqüentei as missas dominicais na catedral
de Santo Antonio, dizem que ele é o Santo casamenteiro. Falando em casamento, o
meu foi arranjado por diversas moedas de ouro. Fui doutrinado na arte do
teorizar o amor, mesmo porque na prática nunca o vivi verdadeiramente.
-Acordei bem cedo e fui passear no
jardim do palácio, fiquei admirando a beleza das flores e sentindo o aroma
agradável que inundava o lugar. Posteriormente parei para banquetear-me com a
leitura de um poema belíssimo: “Amor é um fogo que arde sem se
ver” (Luís de Camões, Rimas, p. 135)... (textos retirados do seu diário
pessoal).
Martins Cardoso de Almeida Cavalcante nasceu
em 12 de junho de 1899 na primavera mais bela que já ocorreu na Europa, revela Afonso
de Melo e Silva, biógrafo e admirador desse amante verdadeiro. Apaixonado pela literatura
de vanguarda amava os livros e nunca negou o seu profundo sonho de casar por
amor. Como ele mesmo descreveu em seu diário, o seu casamento foi arranjado por
seus pais o que lhe causou profunda amargura e dor.
Com
17 anos de idade conheceu Lis Marina de Madeiro, mulher que o fez sentir o amor
mais puro que já existiu naquelas terras.
-
Era tarde de Outono e as folhas desenhavam o chão com a beleza da natureza que
me fascinava, estava no bosque, lugar visitado por mim quando queria ficar
sozinho com a minha desolação. Aproximou-se de mim aquela mulher demasiadamente
formosa, olhos amarronzados e um poder surpreendentemente encantador. Olhou-me
fixamente e sem proferir uma única palavra, nos declaramos perceptivelmente. Experimentei o
maior doloroso ato de amor, amei por segundos, fui amado no meu imaginário. Ela
se fora sem minha audácia de não deixá-la ir. Deixei partir aquela mulher que
me fez saborear um sentimento que era negociado e vendido sem ser experimentado.
Ela foi mais temerária e apresentou-se. Quase meu coração saiu pela boca.
Pensei ser personagem de livros romancistas e entreguei-me ao papel de ser
conduzido por uma dama. Na minha civilização o cavalheiro é o condutor dos encontros,
porém permitir a premissa do avesso, sem sucesso, deparando-me com a sina que me cabia. Fui covarde, permitindo partir o nome que marcou o meu desejo de amar sem recompensa, Lis Marina de Madeiro a moça encantadora que partiu levando um pedaço do meu sentido, deixando-me alucinadamente teorizante do amor. Sequestrado em um cativeiro (casamento) visto que o valor do resgate não foi pago, pois na verdade tive que "receber" para no cativeiro permanecer...
Amor covarde!
Amo alguém que incrivelmente me "viu",
Não sei o motivo de eu não me declarar
Acho talvez que é medo escondido,
Ou timidez, covardia, sei lá...
O amor é fantasiado para quem
Nunca viveu,
Acho que estou amando e
Por amor o Amor morreu.
O amor é emocionante para os apaixonados,
Estou amando uma mulher de olhos amarronzados,
Que me encanta todos os dias
Me deixando alucinado.
Amo alguém que incrivelmente me "viu",
Não sei o motivo de eu não me declarar
Acho talvez que é medo escondido,
Ou timidez, covardia, sei lá...
O amor é fantasiado para quem
Nunca viveu,
Acho que estou amando e
Por amor o Amor morreu.
O amor é emocionante para os apaixonados,
Estou amando uma mulher de olhos amarronzados,
Que me encanta todos os dias
Me deixando alucinado.
continua!
Pois bem, Amanda. Li seu texto e logo no começo percebemos que na história existe o amor bíblico de Adão e Eva e também fala da evolução do homem cientificamente, que era ausente de sentimentos. Indo por este caminho, acredito que o sentimento chegou primeiro sem uma definição. E que logo depois, puseram o nome de "amor", que veio junto à evolução do homem. Por eu ser ateu, tu sabes, Adão e Eva pra mim nunca existiu. E o amor, o sentimento, vem com o tempo. Com o respeito, com a confiança. O que vem primeiro, logo de cara é a paixão. Essa é capaz de comentar loucuras, grandes aventuras se não controlada. Mas quem deseja controlá-la, se a paixão só vale a pena se bem aproveitada? Adorei seu texto e continue com suas observações sobre o amor. Só quem ama, sabe o quanto é bom amar.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
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ResponderExcluirOlá Amanda,
ResponderExcluirTem um texto interessante no link abaixo, que trata do amor em épocas da idade Média. É sobre uma carta de amor de uma moça, expondo seus sentimentos.
O amor é um sentimento (assim como todos os outros) que nos diferencia dos outros seres. Geração vai, outra vem, mas as histórias permanecem.
Abraço.
http://www1.folha.uol.com.br/bbc/875633-exposicao-britanica-mostra-carta-de-amor-de-mais-de-500-anos.shtml
o que vc achou essa história escrita por mim?Vou dá uma olhada do texto.Obrigada.Amanda
ResponderExcluirOlá Amanda,
ResponderExcluirSobre seu texto, é interessante notar a sua introdução falando de Adão e Eva, que sua avó tomava como referência para comentar sobre o amor. O amor que 'atravessa os poros' - 'Carne da minha carne, ossos dos meus ossos', que hoje é pouco vivido, mas muito falado de modo superficial.
Eu não acredito em associações do amor com processos evolutivos (não sei realmente lhe dizer se as teorias da evolução são totalmente plausíveis), porque senão, haveria, nos dias de hoje a possibilidade de regenerações psicológicas em pessoas que de tanto errarem, não acreditam mais no amor. 'Amei e não fui correspondido', ou 'Fechei para 'balanço'', não seriam frases corriqueiras se o amor fosse algo apenas biológico, de seleção de espécies ou coisa que o valha. Seria o mesmo que comparar o nobre sentimento com necessidades como dormir ou se alimentar, que em um dia tanto quanto no outro, vem e nos permitem repeti-las de modo contínuo. Mas o amor não é contínuo, quando mal orientado.
Abs.
Marcos, eu ainda desejo futuramente continuar esse escrito, falar de como os Amantes definem o amor(diversas maneiras de vê o amor, para o amantes)...Vc acha que o começo ficou bom?Sei lá, sou leiga neste tipo de escrita.Aguardo sua orientação.Paz e bem.Esse Amor, n é na minha ótica, rsrsrs.Para mim o Amor tem origem e tal...kk!Paz e bem!Amanda
ResponderExcluirAmanda, ficou bom sim. Mas seira interessante que você focasse nas questões sociais. Tipo o amor que existe, mas pela lógica corrente, não pode render. P. Ex., pessoas que se amam, mas que não conseguem prosseguir por causas externas ( a família 'não aceita' por achar que o noivo não vai dar conta, etc), questões de prestígio, diferenças de idade, questões de etinia. Ainda há a questão do egoísmo, que é mais vista nas paixões atuais ('ele/ela me aceita como eu sou' é o argumento mais corrente nessas relações).
ResponderExcluirAbraços!