quinta-feira, 24 de maio de 2012

O Amor Na Ótica Alheia: Como Esse Sentimento É Definido Pelos Amantes?



Dizem que a milhares de anos atrás o amor visitou o coração humano. Havia histórias diversas e desfechos surpreendentes envolvendo os primeiros amantes que habitaram o planeta terra. Em gêneses é relatado um relacionamento amoroso entre Adão e Eva, para alguns religiosos e estudiosos dos escritos sagrados a Bíblia, foi através desse casal que a humanidade supostamente tenha sido gerada e perpetuada. Porém qual a definição do amor? Segundo o dicionário Aurélio é um sentimento que predispõe alguém a desejar o bem do outro e a dedicar-se absolutamente a um ser ou a uma coisa. Mas vamos compreender um fato sobre a nossa espécie? Historicamente os antropóides não desenvolviam a sensibilidade emocional e racional diante do mundo e dos ocorridos, eram considerados não evolutivos (arcaicos evolutivamente) pelos antropólogos. Todavia na escala evolutiva humana, o homem sapiens - sapiens superou e permanece superando as adversidades existenciais e tem dominado seu emocional e progredido racionalmente e intelectualmente. Entretanto como ocorreu o processo evolutivo do amor? E qual a razão de mencionar Adão e Eva nesta história?Não é possível relatar sobre o amor, sem nos direcionarmos ao Criador desse sentimento. Mas o Criador existe para criar a criatura, ou há uma troca recíproca de sentimentos entre ambos?Nossa!Quantas interrogações... Porem não vai ser difícil perseverarmos em busca dessas respostas, pois será de bom aproveito nos aventurarmos nesta procura contínua desse conhecimento amoroso.

·         O Amor Interpretado Por Uma Vivente-Experiente

-Quando eu ainda era uma criançinha adorava escutar as histórias fascinantes que a minha avó relatava quando nos reuníamos na calçada da casa dela. Ela falava com verdade do Amor e nos contava diferentes histórias que ensinava e nos mostrava uma ótica diversificada sobre esse arcaico e sempre atrativo sentimento. Minha querida avó era da época em que o amor só poderia existir entre o “homem” e a “mulher” e o referencial de casal para ela era: Adão e Eva. Minha avó narrava uma história que não encontrei na Bíblia, vou pincelar um pouco para você compreender. Conforme a narrativa da minha avó o Amor na relação de Adão e Eva ainda era semente que fora plantado pelo Criador e futuramente frutificado por Cristo ao morrer pela humanidade.
O homem sapiens-sapiens foi criado por DEUS ou evoluído através da teoria de Darwin (1809-1882) e o mesmo demorou bastante tempo para chegar até o âmago e a consciência de atitudes boas e ruins. Matavam-se e desconheciam o amor fraterno. Será que Caim ao matar o seu irmão Abel tinha conhecimento do amor?

Na contemporaneidade o amor é o sentimento mais utilizado nos diálogos e nas redes sociais em geral. Todavia existe uma contradição no uso exagerado dessa palavra tão profundamente complexa e milenar?Qual? Que tal tentarmos responder?É possível amar alguém que você conheceu em apenas uma semana? Para relembrar o dicionário diz que o amor é um sentimento na qual o amante deseja o bem e dedica-se absolutamente ao amado, sendo ele uma criatura, objeto,, etc. Tentarei desafiar você e pedir para definir o amor, aceita?
-claro! Irei primeiramente descrever a minha realidade e como o amor era visto na minha época.

·         Martins Cardoso de Almeida Cavalcante e o amor financiado
-Meu nome é Martins Cardoso de Almeida Cavalcante. Fui criado em uma família na qual o amor sempre foi negociado por simplórias moedas de ouro. Digo simplórias, pois nunca priorizei os bens terrestres. Desde pequeno freqüentei as missas dominicais na catedral de Santo Antonio, dizem que ele é o Santo casamenteiro. Falando em casamento, o meu foi arranjado por diversas moedas de ouro. Fui doutrinado na arte do teorizar o amor, mesmo porque na prática nunca o vivi verdadeiramente.
-Acordei bem cedo e fui passear no jardim do palácio, fiquei admirando a beleza das flores e sentindo o aroma agradável que inundava o lugar. Posteriormente parei para banquetear-me com a leitura de um poema belíssimo: “Amor é um fogo que arde sem se ver” (Luís de Camões, Rimas, p. 135)...      (textos retirados do seu diário pessoal).

 Martins Cardoso de Almeida Cavalcante nasceu em 12 de junho de 1899 na primavera mais bela que já ocorreu na Europa, revela Afonso de Melo e Silva, biógrafo e admirador desse amante verdadeiro. Apaixonado pela literatura de vanguarda amava os livros e nunca negou o seu profundo sonho de casar por amor. Como ele mesmo descreveu em seu diário, o seu casamento foi arranjado por seus pais o que lhe causou profunda amargura e dor.
Com 17 anos de idade conheceu Lis Marina de Madeiro, mulher que o fez sentir o amor mais puro que já existiu naquelas terras.
- Era tarde de Outono e as folhas desenhavam o chão com a beleza da natureza que me fascinava, estava no bosque, lugar visitado por mim quando queria ficar sozinho com a minha desolação. Aproximou-se de mim aquela mulher demasiadamente formosa, olhos amarronzados e um poder surpreendentemente encantador. Olhou-me fixamente e sem proferir uma única palavra, nos declaramos perceptivelmente. Experimentei o maior doloroso ato de amor, amei por segundos, fui amado no meu imaginário. Ela se fora sem minha audácia de não deixá-la ir. Deixei partir aquela mulher que me fez saborear um sentimento que era negociado e vendido sem ser experimentado. Ela foi mais temerária e apresentou-se. Quase meu coração saiu pela boca. Pensei ser personagem de livros romancistas e entreguei-me ao papel de ser conduzido por uma dama. Na minha civilização o cavalheiro é o condutor dos encontros, porém permitir a premissa do avesso, sem sucesso, deparando-me com a sina que me cabia. Fui covarde, permitindo partir o nome que marcou o meu desejo de amar sem recompensa, Lis Marina de Madeiro a moça encantadora que  partiu levando um pedaço do meu sentido, deixando-me alucinadamente teorizante do amor. Sequestrado em um cativeiro (casamento) visto que o valor do resgate não foi pago, pois na verdade tive que "receber" para no cativeiro permanecer...

Amor covarde!
Amo alguém que incrivelmente me "viu",
Não sei o motivo de eu não me declarar
Acho talvez que é medo escondido,
Ou timidez, covardia, sei lá...

O amor é fantasiado para quem
Nunca  viveu,
Acho que estou amando e
Por amor o Amor morreu.

O amor é emocionante  para os apaixonados,
Estou amando uma mulher de olhos amarronzados,
Que me encanta todos os dias
Me deixando alucinado.

 continua!





8 comentários:

  1. Pois bem, Amanda. Li seu texto e logo no começo percebemos que na história existe o amor bíblico de Adão e Eva e também fala da evolução do homem cientificamente, que era ausente de sentimentos. Indo por este caminho, acredito que o sentimento chegou primeiro sem uma definição. E que logo depois, puseram o nome de "amor", que veio junto à evolução do homem. Por eu ser ateu, tu sabes, Adão e Eva pra mim nunca existiu. E o amor, o sentimento, vem com o tempo. Com o respeito, com a confiança. O que vem primeiro, logo de cara é a paixão. Essa é capaz de comentar loucuras, grandes aventuras se não controlada. Mas quem deseja controlá-la, se a paixão só vale a pena se bem aproveitada? Adorei seu texto e continue com suas observações sobre o amor. Só quem ama, sabe o quanto é bom amar.

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  2. Olá Amanda,

    Tem um texto interessante no link abaixo, que trata do amor em épocas da idade Média. É sobre uma carta de amor de uma moça, expondo seus sentimentos.


    O amor é um sentimento (assim como todos os outros) que nos diferencia dos outros seres. Geração vai, outra vem, mas as histórias permanecem.

    Abraço.

    http://www1.folha.uol.com.br/bbc/875633-exposicao-britanica-mostra-carta-de-amor-de-mais-de-500-anos.shtml

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  3. o que vc achou essa história escrita por mim?Vou dá uma olhada do texto.Obrigada.Amanda

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  4. Olá Amanda,

    Sobre seu texto, é interessante notar a sua introdução falando de Adão e Eva, que sua avó tomava como referência para comentar sobre o amor. O amor que 'atravessa os poros' - 'Carne da minha carne, ossos dos meus ossos', que hoje é pouco vivido, mas muito falado de modo superficial.

    Eu não acredito em associações do amor com processos evolutivos (não sei realmente lhe dizer se as teorias da evolução são totalmente plausíveis), porque senão, haveria, nos dias de hoje a possibilidade de regenerações psicológicas em pessoas que de tanto errarem, não acreditam mais no amor. 'Amei e não fui correspondido', ou 'Fechei para 'balanço'', não seriam frases corriqueiras se o amor fosse algo apenas biológico, de seleção de espécies ou coisa que o valha. Seria o mesmo que comparar o nobre sentimento com necessidades como dormir ou se alimentar, que em um dia tanto quanto no outro, vem e nos permitem repeti-las de modo contínuo. Mas o amor não é contínuo, quando mal orientado.

    Abs.

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  5. Marcos, eu ainda desejo futuramente continuar esse escrito, falar de como os Amantes definem o amor(diversas maneiras de vê o amor, para o amantes)...Vc acha que o começo ficou bom?Sei lá, sou leiga neste tipo de escrita.Aguardo sua orientação.Paz e bem.Esse Amor, n é na minha ótica, rsrsrs.Para mim o Amor tem origem e tal...kk!Paz e bem!Amanda

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  6. Amanda, ficou bom sim. Mas seira interessante que você focasse nas questões sociais. Tipo o amor que existe, mas pela lógica corrente, não pode render. P. Ex., pessoas que se amam, mas que não conseguem prosseguir por causas externas ( a família 'não aceita' por achar que o noivo não vai dar conta, etc), questões de prestígio, diferenças de idade, questões de etinia. Ainda há a questão do egoísmo, que é mais vista nas paixões atuais ('ele/ela me aceita como eu sou' é o argumento mais corrente nessas relações).

    Abraços!

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